Mostrando postagens com marcador MEIO AMBIENTE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MEIO AMBIENTE. Mostrar todas as postagens

21 de outubro de 2007

Comunicação e Meio Ambiente


A jornalista Luciana Miranda Costa, professora no Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Pará, lançou em livro sua tese de doutorado "Comunicação e Meio Ambiente: a análise das campanhas de prevenção a incêndios florestais na Amazônia". A obra já está disponível para compra.
A tese de Luciana teve reconhecimento nacional ao receber o Prêmio SOBER 2005 como melhor "Tese de Doutorado em Sociologia". Foi também uma das finalistas do Prêmio Intercom 2005, na área da comunicação social. O Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da UFPA igualmente concedeu destaque à pesquisa. Luciana Costa é autora de "Discurso e Conflito: dez anos de disputa pela terra em Eldorado do Carajás" (1999), produto de sua dissertação de mestrado.
Sobre "Comunicação e Meio Ambiente: a análise...": "Luciana Costa caminha na contra marcha do ideário consagrado pelas campanhas ambientalistas que buscam obter comportamentos estratégicos de seus "destinatários". Interroga de forma competente e cuidadosa sobre a produção das idéias e como estas, aos poucos, vão se tornando, como num passe de mágica, evidências, certezas, urgências. Consegue mostrar com os dados, os sentidos e a aparência de unanimidade trazida pelos discursos dominantes". Profa. Dra. Edna Castro (Coordenadora do Núcleo de Altos Estudos Amazônicos - NAEA)

(Reges Schwaab)

17 de outubro de 2007

Jornalismo em tempos quentes

Certamente a dimensão catastrófica das mudanças climáticas é um dos ingredientes que temperou a multiplicação de matérias relacionadas ao tema na imprensa brasileira. O ano de 2007 é exemplar para quem está observando de perto a temática ambiental no jornalismo. Foi hora de encarar o desenho de um cenário incerto e complexo, principalmente pela divulgação dos relatórios sobre aquecimento global feitos pelo IPCC - Intergovernamental Panel on Climate Change. Outro componente também deve ser lembrado: a ampla divulgação do documentário “Uma verdade inconveniente” (puxado por Al Gore).

Em tese, temos um fenômeno positivo: o número de matérias sobre meio ambiente aumentou consideravelmente. O que preocupa, todavia, é a qualidade destas abordagens: a preferência pelo tom alarmista, pouca divulgação dos dados científicos concretos e as altas doses de oportunismo quando a cobertura toca em ações para combater o problema. Estas, diga-se de passagem, ainda estão para aparecer. É preciso apurar o olhar.

Muitos jornalistas, porém, têm conseguido incorporar uma visão mais sistêmica e investir forte na apuração, o que resulta em matérias consistentes e de referência. Um exemplo está no artigo “O desafio climático”, dos jornalistas franceses Philipe Bovet e Agnès Sinais. O texto está na edição n° 3 do Le Monde Diplomatique Brasil e resume, com propriedade, a emergência do debate, até agora negligenciado pelos governos. Igualmente merece destaque a edição especial da Caros Amigos de setembro deste ano, voltada para um viés que pouco tem sido explorado com profundidade: as soluções para o aquecimento global. Ficam de lado aqui as chamadas “medidas cosméticas”, muito comuns de se encontrar em tempos de “marketing verde” e “responsabilidade social”.

Academicamente falando, o interesse pelo assunto aumenta também. O 2° Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental, aqui em Porto Alegre, teve a participação de um bom número de estudantes, além de professores e pesquisadores de Jornalismo. E foi justamente aqui em Porto Alegre, na FABICO/UFRGS, que foi criada a primeira disciplina de Jornalismo Ambiental em curso de graduação no Brasil. Outro ponto positivo: na SBPJor 2007 vão ser apresentados 5 artigos que tratam diretamente de jornalismo e meio ambiente. Vale lembrar, ainda, que o tema do INTERCOM 2008 será "Mídia, Ecologia e Sociedade".

(Reges Schwaab)