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11 de novembro de 2009

E-book gratuito: Redefinindo os gêneros jornalísticos, Lia Seixas




"Redefinindo os gêneros jornalísticos: proposta de novos critérios de classificação", livro que tem origem na tese de doutorado de Lia Seixas (defendida na UFBA), foi publicado pelo Labcom. Clique aqui para ter acesso gratuito.

Sinopse: Aprender a fazer jornalismo é aprender a produzir gêneros jornalísticos. O conhecimento mais profundo dos elementos que constituem os tipos mais frequentes de composições discursivas da atividade jornalística pode implicar em maior conhecimento sobre a própria prática. Isso significa conhecimento sobre as competências empregadas para a realização da atividade, desde a produção à publicação do produto. Com as novas mídias, surgem novos formatos, se hibridizam, se embaralham os gêneros. A noção de gênero entra, mais uma vez, em cheque. Por isso mesmo passa a ser vista com mais atenção. Alguns gêneros podem acabar, outros podem aparecer. Alguns se transformam, outros se mantêm. Com as novas mídias, as práticas discursivas passam a experimentar e produzir novos formatos, que podem se instituir ou não em novos gêneros.

(Reges Schwaab)

6 de abril de 2009

Discurso & Mídia

Aberta a chamada de trabalhos para o I Colóquio Internacional Discurso & Mídia, realização da Faculdade de Comunicação da UFBa, por meio do Programa de Pos-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas e do Centro de Pesquisa em Análise do Discurso e Mídia. Vão ser três dias de evento (17, 18 e 19.06.09), com abertura a cargo de Eliseo Veron e mesas-redondas com Jean Mouchon (Université Paris X), Sérgio Porto, Antonio Fausto Neto, Mirta Echevarría (Córdoba). O prazo para envio de artigos é 17 de maio. Os textos completos devem ser inscritos em um dos seis GTs do evento. Mais informações aqui.

(Reges Schwaab)

27 de janeiro de 2009

Teoria e crítica do discurso noticioso



João Carlos Correia
, da Universidade Beira Interior, acaba de lançar "Teoria e Crítica do Discurso Noticioso: Notas sobre Jornalismo e Representações Sociais". No livro, o autor propõe um diálogo entre conceitos sociofenomenólógicos e a Análise Crítica do Discurso, aplicadas ao campo do texto jornalístico.

O trabalho é resultado do seu pós-doutorado na Universidad Pompeu Fabra, em Barcelona.

O livro pode ser baixado no site do projeto Livros Labcom, que disponibiliza em PDF todos os livros publicados pela Editora LabCom.

(Reges Schwaab)

8 de janeiro de 2008

Simpósio Internacional sobre AD


A UFMG promove, de 1º a 4 de abril, o III Simpósio Internacional sobre Análise do Discurso. "Emoções, o Ethos e a Argumentação" é o tema central, justificado nos aspectos novos da AD e no incentivo à discussões sobre a evolução dos estudos, promovendo um balanço do desenvolvimento da Análise do Discurso no Brasil e no mundo.
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Conferencistas: O Simpósio contará com mais de 30 conferencistas, representantes de correntes diversas da AD. Entre os brasileiros, professores da UFMG, PUC/MG, UFRJ, UFF, USP, UnB, UFU, UFSJ, UFOP, UFV, além de nomes de várias universidades estrangeiras como Paris 13, Paris 12, Paris III, Université de Lyon, École des Hautes Études en Sciences Sociales, Université de Tel Aviv, Université de Genève, Université de Lausanne. Na lista dos estrangeiros, Patrick Charaudeau e Dominique Maingueneau.
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Submissão de Trabalhos: sob a forma de Seminários Temáticos, Comunicações Individuais e Pôsters, com contribuições efetivas à reflexão sobre os objetos da Análise do Discurso. Prazo: 31 de janeiro de 2008.
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(Reges Schwaab)

6 de novembro de 2007

Dominique Maingueneau no Brasil

Autor de textos importantes no campo da Análise do Discurso, entre eles Análise de Textos de Comunicação e Dicionário de Análise do Discurso, obra conjunta com Patrick Charaudeau, Dominique Maingueneau abrirá a 1a. Jornada Internacional de Estudos do Discurso (JIED), em Maringá, no Paraná. A programação será no período de 27 a 29 de março de 2008, na Universidade Estadual de Maringá. Maingueneau também falará no encerramento do evento. Nos três dias de Jornada, estão programadas oito mesas-redondas sobre temas como "O que quer e o que pode a Análise do Discurso brasileira?", "Discurso, mito e narrativa", "Discurso, sujeito e identidade" e "Discurso, memória e imagem", entre outros.
As inscrições para quem deseja submeter trabalho irão até o dia 15 de dezembro deste ano. As comunicações individuais terão 20 minutos, sendo destinadas a professores, pesquisadores e alunos de pós-graduação. Para ouvintes o prazo é maior, 29 de fevereiro de 2008.
Informações complementares estão disponíveis no site do evento.
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(Reges Schwaab)

28 de outubro de 2007

Pensando noções da Análise do Discurso

Ao iniciar leituras em Análise do Discurso (AD) uma constatação imediata é de que há uma série de conceitos a serem compreendidos. É justamente em busca da clareza sobre as fronteiras e as ligações entre os dispositivos que compõe o mapa-teórico metodológico que o próprio analista vai se constituindo. Cabe a ele o exercício de co-relação entre os pontos de partida e de chegada num processo de análise.

Nas pesquisas sobre o discurso jornalístico pela ótica da AD, o gesto de interpretação deve ter o respaldo de conceitos do nosso próprio campo, compondo um dispositivo teórico a ser complementado pelo intrincamento das concepções da Análise do Discurso. A cada materialidade discursiva, portanto, a tarefa do analista é a de reunir, em compatibilidade com o seu objeto, as noções que serão responsáveis por seus gestos de interpretação. E compartilhar de forma didática o dispositivo que guiou o seu gesto é um ponto muito importante em uma pesquisa.

Neste percurso pela AD, uma entrada interessante é Análise do Discurso: princípios e procedimentos, de Eni Orlandi. Por meio dele é possível ter um conhecimento básico do terreno, autorizando os passos seguintes.

À medida em que se vai avançando, é interessante aprofundar-se nos movimentos pelos quais passaram os próprios conceitos. Um exemplo é a noção de formação discursiva, bem representativa das três épocas da Análise do Discurso Francesa. Ela nasce em Michel Foucault, é trabalhada e retrabalhada por Michel Pêcheux, e repensada por Jean-Jacques Courtine.

No III SEAD, que se realiza nesta semana na UFRGS (29.10 a 1.11), alguns livros a serem lançados no evento ajudam nessas buscas. Um exemplo é este que está resumido abaixo. Para quem trabalha com o tema parece uma dica interessante.

Análise do Discurso: apontamentos para uma história da noção-conceito de Formação Discursiva
Roberto Leiser Baronas (org.)
Pedro & João Editores

Resumo: Reúne 13 artigos de pesquisadores lusófonos e francófonos, filiados aos mais diferentes centros de pesquisa brasileiros e franceses, que tratam da noção-conceito de formação discursiva. Esta coletânea pode ser considerada única do gênero, em português, no domínio da Análise de Discurso de orientação francesa, visto que no seu conjunto pode ser lida como uma tentativa de se fazer história de uma ciência com base na história de um de seus conceitos basilares.
São textos na sua grande maioria inéditos em português e alguns também em francês, e que, no seu conjunto, por um lado, retraçam o itinerário da história da própria Análise de Discurso do início dos anos 70 do século passado até os dias atuais e, por outro, produzem uma história da noção-conceito de formação discursiva. Neste livro, contudo, meu intento não é retraçar a escrita da história da Análise de Discurso de orientação francesa, descrevendo desde os primórdios da teoria até o seu atual estado da arte. Objetivo oferecer, simplesmente, a todos os interessados nas discussões teóricas sobre o discurso, uma descrição um pouco mais detalhada das revisitações pelas quais passou o conceito de formação discursiva ao longo de sua trajetória teórica.
A pertinência desta obra está em oferecer uma espécie de mapa do conceito de formação discursiva, reconstruindo, com base em diferentes mirantes discursivos, seus meandros, seus volteios, seus desvios, seus desvãos, enfim suas complexidades. São artigos que flagram o momento mesmo da formulação do conceito de formação discursiva por Michel Foucault na "A Arqueologia do Saber" no final dos anos 60 na França, evidenciam depois a (re)configuração desse conceito à luz do althusserianismo por Michel Pêcheux, Claudine Haroche e Paul Henry no início dos anos 70 e, por último, mostram os seus deslocamentos e aplicações mais recentes.
Trata-se de um conjunto de textos complementares ou divergentes e alguns inclusive polêmicos entre si, que podem ser interpretados individualmente como fundadores (Claudine Haroche; Michel Pêcheux e Paul Henry), (re)fundadores (Jean-Jacques Courtine; Jacques Guilhaumou; Dominique Maingueneau; Sophie Moirand e Inês Lacerda de Araújo) e de revisitação (Freda Indursky; Maria do Rosário Gregolin; Damon Mayaffre; Lucília Maria Sousa Romão; Claúdia Pinheiro Granjeiro; Vanice de Oliveira Sargentini e Roberto Leiser Baronas).


(Reges Schwaab)

22 de outubro de 2007

Estudos de Análise do Discurso

Um grande número de pesquisadores brasileiros filiados à Análise do Discurso de linha Francesa estará em Porto Alegre na próxima semana para participar do III SEAD – Seminário de Estudos de Análise do Discurso (29.10 - 01.11). A promoção é do Instituto de Letras da UFRGS.

O tema central, O Discurso na Contemporaneidade: materialidades e fronteiras, será discutido por nomes de referência no campo da AD no Brasil. Na manhã de abertura (29.10, 10h30-12h), o debate “Discurso e Ética: o funcionamento da ideologia e do inconsciente na cultura contemporânea” terá a participação de Benilton Carlos Bezerra Junior (UERJ) e a mediação de Bethania Mariani (UFF) que, principalmente pela obra “O PCB e a Imprensa - Os Comunistas no Imaginário dos Jornais 1922-1989” (Campinas: SP. Unicamp, 1998), muito contribui para quem trabalha com Jornalismo pela ótica da AD.

Eni Orlandi (UNICAMP), talvez a analista de discurso brasileira mais citada entre os pesquisadores nacionais, também falará no SEAD 2007. Ela integrará a Mesa-Redonda “Análise do Discurso, Política e Movimentos Sociais: articulação do político/simbólico em práticas discursivas” (dia 29.10; 17h-19h)

E justamente por falar do discurso da contemporaneidade, o evento não deixa de reservar espaço especial para debater comunicação e discurso. Marco Aurélio Weissheimer (Carta Maior) e Bernardo Kucinski (USP) são os convidados da Mesa-Redonda III (31.10; 8:30 – 10:30) que debaterá, com mediação de Lucília Romão (USP-RP), "Análise do Discurso, Mídia e Novas Tecnologias: desafios teórico-metodológicos".

O III SEAD ainda terá espaço para apresentação de diversos trabalhos nos Simpósios, Comunicações e Painéis. Nessas atividades serão mostradas diferentes leituras realizadas por meio dos principais dispositivos que compõe o mapa da AD: 1) Língua, hiperlíngua e arquivo; 2) Real da língua, do sujeito, da história e do discurso; 3) Interdiscurso, pré-construído, discurso transverso e memória; 4) Ideologia, historicidade e condições de produção e 5) Escrita, efeito-sujeito e autoria.

A Comissão Organizadora é comandada pela professora Maria Cristina Leandro Ferreira (ILETRAS/UFRGS). As atividades serão na Reitoria da UFRGS e a programação detalhada está disponível aqui.

O Diagrama voltará a falar do tema nesta semana e trará outras informações sobre o III SEAD durante o evento.

(Reges Schwaab)